quinta-feira, 31 de maio de 2012

JOGO DE CARTAS MARCADAS?

 Joaquim Barbosa - A Mentira tem perna curta: A Vergonhosa atuação do STF
Acho que este é o momento do povo brasileiro  insurgir contra a corrupção que assola o país
 Vejamos como Suas Excelências saem dessa!!!
Joaquim-Barbosa


Por Arthurius Maximus: O ministro Joaquim Barbosa é bem conhecido dos brasileiros. Elevado ao grau de celebridade ao humilhar publicamente o então presidente do STF, ministro Gilmar Mendes, em uma das mais polêmicas audiências do tribunal. Sem papas na língua, Joaquim Barbosa disse a Mendes o que muitos brasileiros queriam dizer a respeito da arrogância e da magnânima atuação de Gilmar Mendes (sempre para o lado dos poderosos) envolvendo casos de corrupção.

Agora, o ministro volta às manchetes jogando mais uma vez no ventilador ao desmascarar o descarado complô que é ensaiado pelos ministros do STF para causar a prescrição dos crimes do Mensalão; transformando em uma enorme pizza mal cheirosa o processo que poderia ser um marco na moralização da política nacional e destruiria boa parte da cúpula petista, ao colocá-la atrás das grades. Tudo começou com uma entrevista "em banho-maria" do Ricardo Lewandowski, revisor do caso. Nessa entrevista, Lewandowski deixou escapar que o processo caminhava para a prescrição porque não haveria tempo hábil para julgá-lo. Afinal de contas, o ministro Joaquim Barbosa havia tido uma série de problemas de saúde e atrasara a entrega do seu relatório sobre o caso. Com a celeuma levantada pela imprensa, o presidente do STF – ministro Cezar Peluso – quis fazer "uma média" com a opinião pública e dar um ar de legitimidade ao complô que se anunciava. Mandou redigir um ofício instando Joaquim Barbosa a acelerar o processo e enviar os autos para análise dos seus colegas o mais rápido possível. Malandro... Cem anos de Lapa... E frequentador do Bar Luiz... O ministro Joaquim Barbosa sentiu que era preparado um cenário para culpá-lo pela prescrição do processo e tornar palatável para a opinião pública o desastre da impunidade dos canalhas mensaleiros. Como homem que honra seu posto e de coragem de sobra, Joaquim Barbosa pegou a "perna de anão" que lhe entregaram – embrulhada para presente – jogou-a para o alto e acertou em cheio o ventilador só STF. Com uma declaração bombástica, desmascarou todo o esquema armado para levar o processo à prescrição e inocentar a corja que se apoderou do país. Disse: "Os autos, há mais de quatro anos, estão integralmente digitalizados e disponíveis eletronicamente na base de dados do Supremo Tribunal Federal, cuja senha de acesso é fornecida diretamente pelo secretário de Tecnologia da Informação, autoridade subordinada ao presidente da Corte, mediante simples requerimento". Ou seja, mostrou com todas as palavras que os ministros ignoraram o processo até agora simplesmente por preguiça ou por pura vontade de deixá-lo prescrever, garantindo a absolvição do pessoal. Joaquim Barbosa ainda critica "na lata" a falácia de que está "atrasado" com o processo: "Com efeito, cuidava-se inicialmente de 40 acusados de alta qualificação sob os prismas social/econômico/político, defendidos pelos mais importantes criminalistas do país, alguns deles ostentando em seus currículos a condição de ex-ocupantes de cargos de altíssimo relevo na estrutura do Estado brasileiro, e com amplo acesso à alta direção dos meios de comunicação". Continua: "Estamos diante de uma ação de natureza penal de dimensões inéditas na História desta Corte"Não satisfeito em desmascarar o claro acerto que há para que o processo prescreva Barbosa ainda mostrou que "atrasados são os outros". O processo do Mensalão tem 40 acusados, defendidos pelos mais caros advogados do país, todos ocupantes de cargos de grande poder no Estado Brasileiro. O processo tem mais de 49 mil páginas; 233 volumes e 495 apensos. Os réus indicaram mais de 650 testemunhas de todo Brasil e até de outros países. Mesmo diante de todo esse trabalho, o ministro Joaquim Barbosa manteve o trâmite normal de trabalho no STF e ainda julgou inúmeras causas nesse período. Enquanto isso, seus colegas, com ações envolvendo dois ou três acusados e que foram iniciadas na mesma época; ainda sequer foram concluídas.(*) Mais uma vez, "matou a cobra e mostrou o pau". Sem pudores e sem medo, Joaquim Barbosa expõe claramente quem está comprometido com os interesses dos corruptos e busca desculpas para justificar o injustificável. Diante de tudo isso, pelo menos para mim, fica a ideia da quase certeza em relação à prescrição do caso. Nem é preciso lembrar que um dos ministros indicados por Lula, o ministro Dias Tófolli, foi colocado ali "sob medida" para esse processo. Pois, para quem não se lembra, ele foi advogado de defesa de José Dirceu. Pelo menos, se tudo der errado, teremos visto a coragem e o desprendimento do ministro Joaquim Barbosa dar um tapa na cara dos que tentavam imputar-lhe a culpa pela prescrição. Se o processo acabar por prescrever e não condenar ninguém; o desfecho terá sido por vontade dos ministros, sendo necessário que eles arrumem outra desculpa esfarrapada para justificar a cara-de-pau.

MOMENTOBRASIL.COM(Comentário):
É como minha velha mãe dizia: "Mentira tem perna curta".




terça-feira, 29 de maio de 2012

Gilmar desmente Lula.
MOMENTOBRASIL.COM(Comentário):
Mostrando-se indignado com a denúncia da VEJA, Lula diz: "Jamais interferí ou tentei inteferir nas decisões do Supremo". Entretando o ministro Gilmar Mendes revelou o teor da conversa: "O presidente disse da importância de que,  se possível, não se julgasse esse ano porque não haveria objetividade; eu falei então que, não haveria como adiar o julgamento(Mensalão), dada a repercurssão". Afirmou ainda Mendes que, ouviu de Lula que o governo tinha o controle da comissão; eu entendí que ele estava interferindo que eu tinha algo a dever nessa matéria de CPI; eu disse: O senhor está com alguma informação confusa ou desinformado". Ora, se palavras tão explícitas compõem o ´paragrafo acima, o ministro tem razão ou está vergonhosamente mentindo. Quando na Presidência, Lula não moveu publicamente uma palha em defesa dos envolvidos do PT, temendo um impeachment.A verdade é que, no Brasil ex-presidentes continuam na ativa e com grande poder: O Sarney vira comandante do Senado e, pior ainda: um presidente renuncia  ao cargo no apagar das luzes evitando o  processo de impeachment e termina como integrante de uma CPI, dando-lhe a oportunidade de vingança ( e Collor já deixou claro isso) a todos que cassaram seu mandato. Em suma: toda essa baboseira contribui para deixar a classe política mais e mais desacreditada.

segunda-feira, 28 de maio de 2012

EXISTE OPOSIÇÃO AO GOVERNO BRASILEIRO?


O PSDB estuda formas de interpelar o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que vem, diretamente ou com ajuda de interlocutores, cobrando de ministros do Supremo Tribunal Federal o adiamento do julgamento dos acusados de envolvimento no escândalo do mensalão – que colocará no banco dos réus figuras de destaque do PT. 
MOMENTOBRAIL.COM(Comentário):
A CPI do Cachoeira é mais uma das inúmeras oportunidades que o atual governo brinda aos brasileiros e a Oposição(será que existe?) de marcar presença e fazer aquilo que lhe cabe, e que continua devendo a nação. Já faz tempo que o ex-presidente Lula, empenha-se diuturnamente no adiamento do julgamento do 'mensalão'. Aquela história de 'cortar própria carne', ou seja: punir quem quer que seja culpado; amigos-irmãos, correligionários e Cia, não passou de jogo de cena. A época, teria como Presidente, uma declaração pública e usando da popularidade a fez com sagacidade e impacto. A demora do Ministro Lewandowski  liberar o processo para o julgamento, tem muito a ver com a vontade do Lula e do PT. As chamdas 'eminências pardas', continuam agindo influentemente nos bastidores.

domingo, 27 de maio de 2012

RELAX DOMINICAL

MOMENTOBRASIL.COM(Comentário):
Para amenizar as agruras do Planalto, vamos forrozear.

sábado, 26 de maio de 2012

HEREDITARIEDADE


Realmente, não podemos negar os princípios da hereditariedade em formação do corpo físico.O fruto é a síntese da árvore.

A casa construída revela a qualidade do operário que lhe assegurou o levantamento.

Nossos pais, na Terra, por isso mesmo, são os artífices da genética, plasmando o instrumento adequado à nossa materialização, a longo prazo, entre os homens. Urge, porém, considerar que a moradia material nada tem a ver, substancialmente, com o seu inquilino provisório, como o leito nada possui de comum com o enfermo que o ocupa, excetuando-se naturalmente o valor do serviço prestado a um e outro, porquanto, sem o domicílio, o homem estaria relegado à intempérie e, sem o catre acolhedor, o doente pereceria por deficiência de proteção.
Na consangüinidade terrestre, reunimo-nos uns aos outros, de modo geral, pelos princípios da afinidade. Pais delinqüentes atraem espíritos viciosos que, se lhes filiando à carne transitória, lhes impõem duro trabalho regenerativo, ao passo que lares dignos invocam a presença de almas enobrecidas e belas que elegem na sensibilidade e no amor, na ciência e na virtude o seu clima ideal. Semelhante regra, contudo, tem as suas exceções porque no ambiente sombrio da viciação e do crime podem aparecer criaturas aformoseadas pelo mais alto nível de evolução, aí cumprido difíceis tarefas de renunciação e soerguimento para que a luz se faça entre os que se refocilam nas trevas, enquanto que nos círculos felizes podem surgir almas torvas, emissárias de sofrimentos e sombras, trazendo agoniado reajuste à assembleia familiar em que temporariamente estagiam. Desse modo, a família terrena é a forja de laço purificadores, em que cada espírito renascente, embora recolhendo da ascendência doméstica o corpo que mereceu, é, no fundo, o herdeiro de si próprio, de vez que cada qual de nós traz consigo do passado remoto e próximo as bênçãos e as chagas, as aflições e as alegrias que semeou para si mesmo nos caminhos imensuráveis do tempo. Sejamos cultores da sabedoria e do amor, da bondade e da educação, ainda agora, porquanto, se somos hoje os escravos da espinhosa plantação do pretérito, seremos amanhã venturosos senhores de nossos próprios destinos, se esposarmos o bem por norma inalterável de nossa paz, desde hoje.
(Pelo Espírito Emmanuel - Do livro: Semeador Em Tempos Novos, Médium: Francisco Cândido Xavier.)

sexta-feira, 25 de maio de 2012

NÃO NOS CURVAMOS: IMPRENSA LIVRE.

MOMENTOBRASIL.COM(Comentário):
Publicamos abaixo e na íntegra matéria do colega da Veja, pela importância do fato; o PT insiste em colocar mordaça na imprensa.

Os petistas como policiais da Internet. Ou: PT não é como colesterol e não tem versão HDL. Ou: Expulse o homem-partido de sua praia http://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/geral/os-petistas-como-policiais-da-internet-ou-pt-nao-e-como-colesterol-e-nao-tem-versao-hdl-ou-expulse-o-homem-partido-de-sua-praia/ Valter Pomar, secretário de Relações Internacionais do PT, convocou os militantes do partido a se comportar como policiais da internet. Eles não só devem usar a rede para fazer campanha para Lula (A ABERTURA DA PÁGINA DELE É UM EXEMPLO DISSO) como denunciar o que chama de “guerra suja”. Há até um endereço para o qual enviar mensagens consideradas ofensivas. O partido ameaça os que não rezam segundo a sua cartilha com uma indústria de ações judiciais. É uma intimidação explícita. Elas podem não dar em nada, mas tomam tempo, enchem a paciência. Diogo Mainardi sabe disso. Eu sei disso. Se eu postar num blog a existência de 40 quadrilheiros aliados de Lula é “guerra suja” ou informação prestada pelo procurador-geral da República? Pomar quer é patrulhar as consciências. Este senhor disputou com Ricardo Berzoini a presidência do partido e chegou a fazer críticas bastante ácidas à turma que promoveu ou tolerou o mensalão. Tarso Genro, antes dele, havia até imposto condições para dirigir a legenda. Defendia a sua “refundação”. Os jornais caíram na conversa e se esmeraram em fazer infográficos distinguindo as várias correntes petistas. Nada aconteceu. Estão todos juntos porque jamais se separaram. Incluindo Delúbio Soares. O PT não é como colesterol. Não tem uma versão HDL. “Sujo” é tudo aquilo com que os petistas não concordam. E por que a internet? Porque não há censura politicamente correta na rede, embora, claro, seus usuários estejam sujeitos às leis do país. Ocorre que Pomar não está preocupado com infrações que configurem crimes explícitos. A questão é outra. A rede mundial de computadores é o território do indivíduo — palavra e conceito que as esquerdas abominam — do homem-célula. Não há constrangimentos ditados ou por concessões públicas ou por razões de mercado. Esclareço a referência ao mercado: hoje em dia, é preciso ser “neutro” e “isento” diante de conflitos. Ou o veículo será visto como um “radical”. É preciso falar para o maior número de pessoas possível. Ninguém sabe por que time Galvão Bueno torce. E está certo. Ele é quase um juiz do jogo, que desperta paixões. Mas será assim também na política? Será tão legítimo “torcer” por Israel quanto “torcer” por Hezbollah-Síria-Irã? Lendo alguns jornais e assistindo a certos noticiários, sou tentado ora a achar que sim, ora a considerar que criminoso mesmo é Israel, o Estado democrático que foi agredido e está reagindo. Esses setores da imprensa também usam civis libaneses como escudo. Eles protegem a sua covardia e a justificação moral do terror. Se o petismo está devidamente infiltrado na mídia formal (sem a qual os blogs não existem, é bom deixar claro, mas este é assunto para outro artigo); se, nas redações, disputa espaço com outras correntes de pensamento, sempre minoritárias, porque fragmentadas, a hegemonia, na rede, ainda é daquelas vertentes de pensamento que o PT classifica de “conservadoras” ou “de direita”, sinônimo, entenda-se, de “sujas”. E por que é? Um submarxista diria que é por causa da exclusão digital, uma mentira grosseira. No universo de que falo, o corte de renda não tem a menor importância. A minha hipótese é outra. O homem-célula não se submete a nenhum ente de razão. Ele não precisa escrever, por exemplo, que “os EUA consideram o Hezbollah um grupo terrorista”, como se fosse esse um juízo de valor. O homem-célula não precisa ouvir o que pensa a Fenaj sobre o projeto que cria um cartório no jornalismo. Sei que choca o que vou escrever, mas vou escrever: o homem-célula é incompatível com a esquerda, mesmo a “vegetariana”, preocupada em salvar baleias, o mico-leão-dourado e a ararinha-azul — ou bem você acredita que um partido porta a forma e o conteúdo do futuro e, então, põe a sua inteligência a serviço dessa construção, ou bem exerce a sua liberdade. Pomar comete o equívoco de supor que pessoas livres são necessariamente antipetistas. Opa! Esperem aí: ocorre-me que ele pode estar certo. E, nesse caso, estamos todos correndo um grande risco. Voltei Leram? Esse texto, deste escriba, que está no livro “O País dos Petralhas”, foi publicado, ATENÇÃO!, no dia 22 de julho de 2006 no jornal “O Globo”. Até eu fico um pouquinho impressionado, hehe. Ali já anuncio a disposição do PT para patrulhar a rede — eles profissionalizaram essa atividade mais tarde — e o inconformismo da turma com o fato de que aqueles que chamavam “direita” estivessem mais presentes no debate. Se quiserem saber, estavam e estão. Por isso mesmo, além dospoliciais da Internet — que ficam molestando e trollando nas redes sociais os que criticam o partido —, criou-se também o JEG (Jornalismo da Esgotosfera Governista). Achando que isso é pouco,recorrem ainda a perfis falsos no Twitter e a robôs para espalhar as verdades eternas do partido. A razão de ser da Internet, no que diz respeito à comunicação, é isso que chamo de homens-célula, os indivíduos. Para combatê-los, os petistas criaram o “homem-partido”, que fala em nome de um ente. Esse “homem-partido” das redes sociais tem de ser combatido porque, antes de mais nada, ele frauda aquela que é uma conquista dos indivíduos: o direito de ter a sua própria voz! Expulse o homem-partido da sua página, dos seus grupos de relacionamento, dos seus bate-papos. Só aceite falar com indivíduos! (Por Reinaldo Azevedo).

código Florestal e Banda Larga

Código Florestal: Dilma vetará 12/14 artigos.
MOMENTOBRASIL.COM(Comentário):
Com intensão de não permitir 'retrocesso', estando às vésperas da Rio+20, a Presidenta veta, mas, não veta tudo, impedindo a a continuidade do código atual. Mas uma MP deverá ser elaborada visando evitar a falta de legislação, pois, os vetos atingindo a redução das áreas de preservação permanente e, a faixa de florestas em margens dos rios. Tenta o Planalto, aproveitar o texto aprovado pelo Senado, conseguindo assim, apoio para que os vetos não sejam derrubados, e não contabilise mais uma derrota. Mais um jogo de 'empurra' é a grande perspectiva. As motosserras continuam a 'roncar' nas matas. Enquanto isso... nos louros da vitória na derrubada dos juros, critica as 'teles', pedindo web mais rápida a preço menor., afirmando: "Banda larga não é essa capacidade que estão vendendo no Brtasil; nosso país tem necessidade de atingir valores acima de 5MB; temos cobrado das empresas....". Essa afirmação não passa de bla-bla-blá, pois os usuários da telefonia móvel e internet continuam massacrados pelas operadoras que insistem em descumprir regras e em não pagar as multas que são aplicadas pela Anatel, órgão que só existe para inglês ver e servir de mais cabide de empregos. Com a palavra o ministro Paulo Bernardo.


quinta-feira, 24 de maio de 2012

...E ASSIM È O BRASIL.


MOMENTOBRASIL.COM(Comentário):
O texto abaixo foi escrito em termos de gozação, mas, expressa fielmente como se age no Brasil.
A FORMIGA E O GAFANHOTO
1- Versão Clássica
Era uma vez, uma formiga que trabalhava duro, de sol a sol. Construindo sua toca e acumulando suprimentos para o longo inverno que se aproximava.
O gafanhoto viu aquilo e pensou: - Que idiota!
E passava o tempo todo dando gargalhadas, cantando e dançando.  Assim passou todo verão. Ao chegar o inverno, enquanto a formiga estava aquecida e bem alimentada,o gafanhoto, que não tinha abrigo nem comida, morreu de fome.
MORAL DA ESTÓRIA: Trabalhe duro! Seja previdente e responsável.
2- Versão Brasileira
Era uma vez, uma formiga que trabalhava duro, no sol escaldante de verão, construindo sua toca e acumulando suprimentos para o longo inverno que se aproximava.
O gafanhoto pensou: - Que idiota! E passou o verão dando gargalhadas, cantando e dançando como nunca.
Ao chegar o inverno, o gafanhoto, tremendo de frio, armou uma barraca de lona na entrada da toca da formiga e convocou toda a imprensa para uma entrevista e exigiu explicações!
- Por que é permitido à formiga, uma toca aquecida e boa alimentação, enquanto os gafanhotos estão expostos ao frio e morrendo de fome ?
Todos da imprensa compareceram à entrevista: (SBT, BAND, ZERO HORA,JORNAL DO BRASIL, ESTADÃO, REDE GLOBO, CBN e outros)
Tiraram muitas fotos do gafanhoto trêmulo de frio e com sinais de desnutrição!
As imagens dramáticas na televisão, mostraram um gafanhoto em deplorável condição, sentado num banquinho, debaixo de uma barraca plástico preto.
E, mais adiante, mostraram a formiga, em sua toca confortável, com uma mesa farta e variada!
O sensacionalista do Datena apresentou um quadro de 15 minutos, mostrando o gafanhoto cambaleante! O povo brasileiro fica perplexo e chocado com o contraste!
A BBC de Londres, manda ao Brasil, uma equipe para fazer uma reportagem especial a ser distribuída em rede para toda a Europa!
A CBS, nos EUA, interrompe uma entrevista coletiva sobre as ações no Iraque, antes da entrega do Oscar, para mostrar como anda a cidadania dos gafanhotos brasileiros.
A notícia recebe apoio imediato do PT, com a ressalva de que os recursos devem ser dirigidos ao programa Fome Zero do governo Lula.
E, cogita uma Emenda Constitucional, que se aumente os impostos para as formigas e ainda obriga as comunidades a promoverem a integração social dos gafanhotos.
A formiga, multada por supostamente não entregar sua quota de folhas verdes ao Ministério das Folhas e não tendo como pagar todos os impostos e contribuições que foram apurados retroativamente, pede falência!
A Câmara Federal instala uma comissão de inquérito para investigar a falência fraudulenta de inúmeras formigas abastadas.
O Ministério das Folhas nomeia uma comissão de auditores fiscais, suspeitando que as formigas tenham desviado recursos do FF5( folhas frescas nº 5 do Banco Central) e suspeitas de lavar folhas.
O gafanhoto decide invadir a toca da formiga e lá acampa!
A formiga pede ajuda da polícia e esta informa que não dispõe de efetivo para atender ocorrências desta natureza, e, que também por orientação do Secretário de Segurança que deseja evitar confronto com os SEM TOCAS, não pode atuar.
A formiga entra na justiça para obter a reintegração da toca, mas o pedido é negado! O juiz invocou um novo ramo do direito, "O ECONÔMICO“, e sentencia que a formiga não provou a produtividade da Toca!
O Ministério da Reforma Agrária desapropria a Toca da Formiga, por não cumprir sua função social e a entrega ao friorento e desnutrido gafanhoto.
O Ministério da Justiça examinando exemplares do Jornal Última Hora, descobriu que o gafanhoto foi preso no passado, por promover algumas greves, assaltos e sequestros (crimes políticos) e conseguiu sua inclusão no grupo dos perseguidos políticos com direito à indenização federal e pensão vitalícia!
Agora, começa novamente o verão, as formigas trabalham e os gafanhotos cantam e dançam.
MORAL?
Você decide!

quarta-feira, 23 de maio de 2012

O PT das BLINDAGENS

Vaccarezza mantindo na CPI para 'blindar' governador.
MOMENTOBRASIL.|(Comentário|):
O PT mantem o deputado paulista  na CPI do 'Cachoeira', mesmo sendo flagrado enviando "SMS(torpedo) garantindo blindagem ao governador Sérgio Cabral. Blindagem esta, que deverá também atingir o Agnelo Queiróz(DF) dentre outras autoridades. O Planalto continua apavorado com o conteúdo do depoimento do Pagot (ex-Denit) e que fatalmente incriminará muito medalhão do governo. O certo é que: Essa cachoeira vai provocar muito mais estragos nos meios político e empresarial privado que o tsunami. Se è herança maldita ou não, são passados quase 1 ano e meio do governo Dilma, e não podemos mais aceitar que escândalos em cima de escândalos seja a tônica dos noticiários dos meios de comunicação. Que a corrupção continue desenfreada a cada segundo e, a PresidentA insista em chamar de malfeitos. Como diz o blog do Mascate, "A DEMOCRACIA NESSE PAÍS É RELATIVA; MAS A CORRUPÇÃO, ABSOLUTA". Enfim: O Brasil vive a cada dia, uma agonia. 

terça-feira, 22 de maio de 2012

CONGRESSO 'ROMPE' A CONSTITUIÇÃO

Informação de dados é negada pela Câmara e Senado.
MOMENTOBRASIL.COM(Comentário):
Contrariando a Lei de Acesso à informação de todos os dados a quem os solicitar, o Congresso Nacional, afirma que não pretende informar o salário de seus servidores, descumprindo assim uma lei já em vigor, rasgando dessa forma a Carta Magna do Brasil. Como confiar, acreditar e apoiar essa instituição? Como pode exigir o respeito da nação? Enquanto os brasileiros aceitarem esse tipo de comportamento, o roubo, a falta de respeito e todos os demais adjetivos que se possa rotular, serão poucos para que a ORDEM e PROGRESSO, se façam presentes na Democracia do Brasil. Lamentável comportamento tão baixo, mesquinho e estúpido. Falcatruas realizadas nas caladas da noite, nos porões da corrupção, necessitam ser extirpadas pelo povo. TRISTE PAÍS VERDE-AMARELO!

segunda-feira, 21 de maio de 2012

A GANÂNCIA DOS POLÍTICOS

Marco Maia(PT/RS),  presidente da Câmara, recusa a extinção dos 13º e 1 salários dos deputados.
MOMENTOBRASIL.COM(Comentário):
Como se não bastasse  vergonhosa e descarada corrupção existente no país, os políticos querem sempre aumentar a conta bancária. E por incrível que pareça a parte do corpo mais sensível é o bolso. "Não me pergunte sobre isso, que não vou responder agora", disse o ilustre(?)  deputado. E seguindo a mesma repulsa(o corte de salários), outros deputados chegaram a ironizar o tema: "È preferível votar um projeto dando a mesma regalia aos demais trabalhadores brasileiros à extinção da mordomia". A falta de pudor e caráter da maioria dos políticos é imensurável. Beira as raias da insensatez. E o eleitor continua elegendo-os. Enquanto não houver por parte dos brasileiros a conscientização necessária na hora de digitar o voto, o Brasil será sempre expoliado. Esta é, a nossa ótica.

domingo, 20 de maio de 2012

RELAX DOMINICAL

MOMENTOBRASIL.COM(Comentário):
 Eta, ferro!!!!! essa é de lascar!!!! (tá liberado qualquer chôro de saudade).

sábado, 19 de maio de 2012

CAMPANHA DIFERENTE


Esperava por você justamente aqui, para tratarmos de assunto sério, - falou-me Capistrano, velho amigo agora no Plano Espiritual, que conheci maduro e próspero, em pequena loja do Botafogo, ao tempo em que ainda me acomodava à carcaça enferma.
Em torno de nós, na esquina da rua Real Grandeza, grupos fraternos de amigos desencarnados chasqueavam, alegres, dos carros que despejavam criaturas e flores pra as comemorações dos finados, junto ao aristocrático cemitério São João Batista.
Corbelhas e buquês, recordando jóias da primavera, derramavam-se de mãos ricas e pobres, engelhadas e juvenis, em homenagem aos afetos queridos, que quase todos os visitantes supunham para sempre estatelados ali no chão.
- Soube, meu caro, - prosseguiu Capistrano singularmente abatido, - que você ainda escreve para os vivos do mundo...
E, apontando para respeitável matrona, acompanhada de dois
carregadores portando ricos vasos, continuou:
- Grafe uma crônica, recomendando a extinção de semelhante excessos. Mostre a inconveniência do orgulho na casa dos mortos imaginários da Terra, que hoje reconhecemos deve ser um recinto de silêncio e oração. Em toda a parte, o progresso marca no mundo admiráveis alterações. Guerras modificam a geografia, apóstolos renovam leis, a civilização aprimora-se, engenhos
varrem o espaço, indicando a astronáutica do futuro, no entanto, com raras exceções de alguns países que estão convertendo necrópoles em jardins, os nossos cemitérios repousam estanques, lembrando parques improdutivos, onde se alinham primorosas plantas de pedra sobre montões de batatas podres. Órgãos de fiscalização e sistemas de vigilância controlam mercados e alfândegas, na salvaguarda dos interesses públicos e ninguém coibe os investimentos vãos em tanta riqueza morta.
Capistrano fitou-nos, como a verificar o efeito das palavras que pronunciara, veemente, e seguiu adiante:
- Imagine você que também errei por faltar-me orientação. Tive uma filha única que foi todo o encanto de minha viuvez dolorida. Marília, aos dezoito janeiros, era a luz de minhalma. Criei-a com todo o
enternecimento do jardineiro que observa, enlevado, o crescimento de uma flor predileta. Entretanto, mimada por meus caprichos paternos, minha inexperiente menina negou-me todas as previsões. Enamorou-se, na praia, de um rapaz doidivanas, que se entregava aos exercícios da bola, e, certa feita, menosprezada por ele, tomou violenta dose de corrosivo relegando-me à solidão. Ao vê-la, nas raias da agonia, sem que meu amor pudesse arrebatá-la ao domínio da morte, rendi-me dementado, a total desespero. Nunca averiguei as razões que lhe ditaram atitude assim tão drástica e jamais procurei o moço anônimo que, decerto, ao abandoná-la, não teria a intenção de fazê-la infeliz. Passei, no entanto, a cultuar-lhe loucamente a memória. Despendi mais da metade de minhas singelas economias para erigir-lhe um túmulo de alto preço... E, por vinte anos consecutivos, adorei o monumento inútil, lavando frisos, fazendo lumes, mudando enfeites, plantando flores. Envelheci chorando sobre a lápide, e quando os meus olhos divisavam o custoso jazigo, tateava o relevo das chorosas legendas...
Um dia, chegou minha vez. O coração parou, deslocando-me do corpo hirto. No entanto, embora desencarnado, apeguei-me ao sepulcro que venerava, estirando-me nele. Se amigos logravam afastar-me para esse ou aquele mister, acabava tornando ao formoso monstro de mármore para lamentar-me a clamar pela filha que não conseguia ver. Quatro anos rolaram sobre minha aflitiva situação, quando, em determinada manhã, experimentei comentário indizível, sentindo-me à feição da terra gelada que se reaviva ao calor do sol. Inexplicavelmente contemplava Marília na tela da saudade, qual se lhe fosse receber, de novo, o beijo de amor e luz, quando antigo orientador buscou-me, presto, e conduzindo-me, bondoso,
à rua General Polidoro, apontou-me um homem suarento e cansado, a carregar ternamente, nos próprios braços, triste menina muda, paralítica e pobre... Ao fixar-lhe os olhos embaciados de criança-problema, a realidade espiritual clareou-me a razão. Surpreendera Marília reencarnada, em rudes padecimentos expiatórios, e, mais tarde, vim a saber que renascera por filha do mesmo homem que lhe fora motivo ao gesto tremendo de deserção... Desde essa hora, fugi das ilusões que me prendiam a pesadelo tão longo!... Acordei renovado, para novamente respirar e viver, trabalhar e servir...
Capistrano enxugou o pranto que lhe corria copioso e ajuntou com amargura:
- Escreva, meu amigo, escreva às criaturas humanas e informe, claramente, que os vivos da espiritualidade agradecem o respeito e o carinho com que se lhes dignificam os restos, mas rogue para que se abstenham destes quadros fantásticos de vaidade ostentosa, com que se pretende honrar o nome dos que partiram... Peça para que socorram as crianças desajustadas e enfermas, enjeitadas e infelizes com o dinheiro mumificado nestes cofres de cinza... Diga-lhes para que se compadeçam dos meninos desamparados e que provavelmente, muitos daqueles entes inolvidáveis que procuram nos carneiros de luxo, estão hoje em provações cruéis, nos institutos de correção ou no leito dos hospitais, na ociosidade das ruas ou em pardieiros esburacados que o progresso esqueceu... Fale da reencarnação e explique-lhes que muitos dos imaginados mortos que ainda amam, jazem sepulcros em corpos vivos, quase sempre, desnutridos e atormentados, suplicando alimento e remédio, refúgio e consolação...A palavra do amigo silenciou, embargada de lágrimas, e aqui me encontro, atendendo à promessa de redizer-lhe a história numa página simples. Entretanto, não guardo a pretensão de ser prontamente compreendido, de vez que se estivesse na avenida Rio Branco ou na Praça Mauá, envergando impecável costume de linho inglês, entre homens ainda encarnados, eu diria também que este caso é um conto de mortos para mortos, e que os mortos devem estar mortos sem preocupar a ninguém.
(Pelo Espírito Irmão X - Do livro: Relatos da Vida, Médium: Francisco Cândido Xavier).

sexta-feira, 18 de maio de 2012

DEPOIMENTO ou REVELAÇÃO?

MOMENTOBRASIL.COM(Comentário):
O autor da matéria abaixo, é elogiado por uns, criticado por outros. Particularmente discordamos em muitos pontos; mas não somos radicais muito menos parcias. Por essa razão, deixaremos que os leitores tirem as próprias conclusões.
claudio_guerraCORREIO DO BRASIL
A face nazista da ditadura brasileira

12/5/2012 14:55, Por Frei Betto - do Rio de Janeiro


Cláudio Guerra, ex-delegado do DOPS (polícia política) diz que método usado por regime militar pode ser comparado ao nazismo.

A notícia é estarrecedora: militantes políticos envolvidos no combate à ditadura militar tiveram seus corpos incinerados no forno de uma usina de cana de açúcar em Campos dos Goytacazes, no norte do estado do Rio de Janeiro, entre 1970 e 1980.O regime militar, que governou o Brasil entre 1964 e 1985, merece, agora, ser comparado ao nazismo.A revelação é do ex-delegado do DOPS (polícia política) do Espírito Santo, Cláudio Guerra, hoje com 71 anos.Segundo seu depoimento aos jornalistas Marcelo Netto e Rogério Medeiros, no livro “Memórias de uma guerra suja” (Topbooks), no forno da usina Cambahyba – de propriedade de Heli Ribeiro Gomes, ex-vice-governador do Rio de Janeiro entre 1967 e 1971, já falecido -, foram incinerados Davi Capistrano, o casal Ana Rosa Kucinski Silva e Wilson Silva, João Batista Rita, Joaquim Pires Cerveira, João Massena Melo, José Roman, Luiz Ignácio Maranhão Filho, Eduardo Collier Filho e Fernando Augusto Santa Cruz Oliveira.Os militantes teriam sido retirados de órgãos de repressão de São Paulo – DEOPS e DOI-CODI – e do centro clandestino de tortura e assassinato conhecido como Casa da Morte, em Petrópolis.Cláudio Guerra acrescenta às suas denúncias que o coronel Carlos Alberto Brilhante Ulstra, um dos mais notórios torturadores de São Paulo, teria participado, em 1981, do atentado no Riocentro, na capital carioca, na véspera do feriado de 1º. de Maio.Se a bomba levada pelos oficiais do Exército não tivesse estourado no colo do sargento Guilherme Pereira do Rosário, ceifando-lhe a vida, centenas de pessoas que assistiam a um show de música popular teriam sido mortas ou feridas.O objetivo da repressão era culpar os “terroristas” pelo hediondo crime e, assim, justificar a ação perversa da ditadura.Guerra aponta ainda os agentes que teriam participado, em 1979, da Chacina da Lapa, na capital paulista, quando três dirigentes do PCdoB foram executados. Acrescenta que a “comunidade de informação”, como eram conhecidos os serviços secretos da ditadura, espalhou panfletos da candidatura Lula à Presidência da República no local em que ficou retido o empresário Abílio Diniz, vítima de um sequestro em 1989, em São Paulo, de modo a tentar envolver o PT.Uma das revelações mais bombásticas de Cláudio Guerra é sobre o delegado Sérgio Paranhos Fleury, o mais impiedoso torturador e assassino da regime militar, morto em 1979 por afogamento. Tido até agora como um acidente, segundo o ex-delegado, teria sido “queima de arquivo”, crime praticado pelo CENIMAR, o serviço secreto da Marinha.Guerra assume ter assassinado o militante Nestor Veras, em 1975, alegando que apenas deu “o tiro de misericórdia” porque ele havia sido “muito torturado e estava moribundo”.Das notícias da repressão há sempre que desconfiar. Guerra fala a verdade ou mente? Tudo indica que o ex-delegado, agora travestido de pastor adventista, não se limitou, na prática de crimes, à repressão política. Em 1982, a Justiça o condenou a 42 anos de prisão pela morte de um bicheiro, dos quais cumpriu 10 anos. Em seguida mereceu 18 anos de condenação por assassinar sua mulher, Rosa Maria Cleto, com 19 tiros, e a cunhada, no lixão de Cariacica, em 1980.Ele alega inocência nos três casos, embora admita que matou o tenente Odilon Carlos de Souza, a quem acusa de ter liquidado sua mulher Rosa.Espera-se que a presidente Dilma anuncie, o quanto antes, os nomes dos sete integrantes da Comissão da Verdade, que deverá apurar crimes e criminosos da ditadura. E investigar as denúncias do policial capixaba. Infelizmente a comissão ainda não será da Verdade e da Justiça.O Brasil é o único país da América Latina que se recusa a punir aqueles que cometeram crimes em nome do Estado, entre 1964 e 1985. O pretexto é a esdrúxula Lei da Anistia, consagrada pelo STF, que pretende tornar inimputáveis algozes do regime militar.Ora, como anistiar quem nunca foi julgado e punido? Nós, as vítimas, sofremos prisões, torturas, exílios, banimentos, assassinatos e desaparecimentos. E os que provocaram tudo isso merecem o prêmio de uma lei injusta e permanecer imunes e impunes como se nada houvessem feito.O nazismo foi derrotado há quase 70 anos, e ainda hoje novas revelações vêm à tona. Enganam-se os que julgam que a Lei da Anistia, o silêncio das Forças Armadas e a leniência dos três poderes da República haverão de transformar a anistia em amnésia. Como afirmou Walter Benjamin, a memória das vítimas jamais se apaga.
(Frei Betto é escritor, autor de “Diário de Fernando – nos cárceres da ditadura militar brasileira” (Rocco), entre outros livros.)

quinta-feira, 17 de maio de 2012

FRASE DE 1920


"Quando você perceber que, para produzir, precisa obter a autorização de quem não produz nada; quando comprovar que o dinheiro flui para quem negocia não com bens, mas com favores; quando perceber que muitos ficam ricos pelo suborno e por influência, mais que pelo trabalho, e que as leis não nos protegem deles, mas, pelo contrário, são eles que estão protegidos de você; quando perceber que a corrupção é recompensada, e a honestidade se converte em auto sacrifício; então poderá afirmar, sem temor de errar, que sua sociedade está condenada".

(Frase da filósofa russo-americana Ayn Rand (judia, fugitiva da revolução russa, que chegou aos Estados Unidos na metade da década de 1920), mostrando uma visão com conhecimento de causa:)



quarta-feira, 16 de maio de 2012

TEMPLÁRIOS

MOMENTOBRASIL.COM(Comentário):
Também é história e cultura.


TEMPLÁRIOS
No ano 1071 os turcos mulçumanos tomaram Jerusalém. Na Europa, a Igreja Católica organizou expedições militares em direção à Terra Santa, com o objetivo oficial de reconquistar os territórios sagrados de sua religião. Essas expedições foram denominadas Cruzadas, pelo fato de que seus peregrinos usavam uma cruz nas vestimentas e bandeiras.
No ano 1118, Jerusalém já era um território cristão. Assim, nove monges veteranos da primeira Cruzada, entre eles Hugh de Payen, dirigiram-se ao rei de Jerusalém Balduíno I e anunciaram a intenção de fundar uma ordem de monges guerreiros.
Dentro de suas possibilidades, se encarregariam da segurança dos peregrinos que transitavam entre a Europa e os territórios cristãos do Oriente. Os membros fizeram votos de pobreza pessoal, obediência e castidade.
Os denominados Pobres Cavaleiros de Cristo se instalaram numa parte do palácio que foi cedida por Balduíno, um local que outrora foi o Templo de Salomão. Por isso ficaram conhecidos como Cavaleiros do Templo, ou Cavaleiros Templários.
Apenas em 1127 no Concílio de Troyes, o Papa Honório II outorgou a condição de Ordem, concedendo um hábito branco com uma cruz vermelha no peito. O símbolo era um cavalo montado por dois soldados, numa alusão a pobreza.
A Ordem desenvolveu uma estrutura básica e se organizou numa hierarquia composta de sacerdotes até soldados. A esta altura, constituída não apenas por religiosos, mas principalmente por burgueses, os Templários se sustentavam através de uma imensa fortuna que provinha de doações dos reinados. Durante um período de quase dois séculos, a Ordem foi a maior organização Militar-Religiosa do mundo. Suas atividades já não estavam restritas aos objetivos iniciais.
Os soldados templários recebiam treinamento bélico; combatiam ao lado dos cruzados na Terra Santa; conquistavam terras; administravam povoados; extraíam minérios; construíam castelos, catedrais, moinhos, alojamentos e oficinas; fiscalizavam o cumprimento das leis e intervinham na política europeia. Além de aprimorarem o conhecimento em medicina, astronomia e matemática. Houve até mesmo a criação de um sistema semelhante ao dos bancos monetários atuais.
Ao iniciar a viagem para a Terra Santa, o peregrino trocava seu dinheiro por uma carta de crédito nominal que lhe era restituída em qualquer posto templário. Assim, seus bens estavam seguros da ação de saqueadores.
O poder dos Templários tornou-se maior que a Monarquia e a Igreja.
As seguidas derrotas das Cruzadas no século XIII, comprometeram a atividade principal dos Templários, e a existência de uma Ordem Militar com tais objetivos já não era necessária. Neste mesmo período, o Rei Felipe IV - O Belo - comandava a França. Felipe IV devia terras e imensas somas em dinheiro aos Templários. Assim, propôs ao arcebispo Beltrão de Got uma troca de favores.
O monarca usaria sua influência para que o religioso se tornasse Papa.
Por sua vez, Beltrão de Got se comprometeria a exterminar a Ordem dos Templários assim que alcançasse o papado.   No ano de 1305, Beltrão de Got sobe ao Trono de São Pedro como o Papa Clemente V.
Neste momento tinha início as acusações contra os cavaleiros e a implacável perseguição em toda a Europa. O processo inquisitório contra os Templários se estendeu por vários anos sob torturas e acusações diversas, como heresia, idolatria, homossexualismo e conspiração com infiéis. Por volta do dia 20 de setembro de 1307, Filipe VI enviou cartas lacradas a todos os senescais do reino com ordens expressas de que somente fossem abertas na noite de quinta-feira 12 de outubro.
Quando as cartas foram simultaneamente abertas, a ordem expressa do rei resumia-se em: os Templários são acusados de graves heresias e crimes.
Na madrugada de sexta-feira 13 de outubro de 1307 todos foram aprisionados e postos a ferros. Daí a crença de que toda a sexta-feira 13 é um dia de azar. Na França, o último Grão-Mestre da Ordem, Jacques de Molay, e outros 5 mil cavaleiros foram encarcerados pelos soldados do Rei Felipe. No entanto, ao tentar apoderar-se do precioso segredo que a Ordem dos Templários possuía no seu tesouro, Filipe VI encontrou uma decepção: a frota de navios Templários ancorados na França desaparecera misteriosamente para nunca mais ser vista. Finalmente, em 18 de março de 1314, Jacques de Molay, aos 70 anos de idade, foi levado à fogueira da Santa Inquisição às margens do Rio Sena, em Paris.
Foram essas as suas últimas palavras:
"NEKAN, ADONAI !!! CHOL-BEGOAL!!! PAPA CLEMENTE... CAVALEIRO GUILHERME DE NOGARET... REI FILIPE: INTIMO-OS A COMPARECER PERANTE AO TRIBUNAL DE DEUS DENTRO DE UM ANO PARA RECEBEREM O JUSTO CASTIGO. MALDITOS! MALDITOS! TODOS MALDITOS ATÉ A DÉCIMA TERCEIRA GERAÇÃO DE VOSSAS RAÇAS!!!"
Clemente V morreu trinta e três dias depois e o Rei Felipe, o Belo, em pouco mais de seis meses. Dizem as lendas, que a frota se dirigiu para Portugal, onde sabia contar com forte proteção. Perante as ordens do Papa no sentido de extinguir os Templários e executar os seus cavaleiros, o rei D. Dinis instaurou um processo de inquérito de forma a averiguar sobre a culpa ou inocência desses cavaleiros. O inquérito concluiu (como seria de esperar), que os cavaleiros da Ordem dos Templários estavam inocentes de todas as acusações. Em virtude disso, nenhuma morte ocorreu. Mais que isso, o rei português resolveu o assunto com aguda habilidade diplomática. Retirou todos os bens materiais da Ordem dos Templários, e transferiu-os para uma nova ordem que criou ao abrigo da coroa Portuguesa.  Deu a essa nova ordem o nome de Ordem de Cristo, cujo símbolo era precisamente a famosa Cruz de Cristo vermelha num fundo branco. Em 1319, nascia assim a Ordem de Cristo, provavelmente um dos últimos redutos na Europa onde os templários continuaram a existir e a viver na persecução das suas santas metas, e conservando os seus míticos segredos. Contam as lendas que os templários estiveram ocultamente envolvidos nas aventuras marítimas portuguesas. Há mapas incluindo o Brasil desde 1389.
Infante D. Henrique, Pedro Álvares Cabral, Vasco da Gama entre outros, foram todos eles membros da Ordem de Cristo, ou seja: Templários.  As naus que aportaram no Brasil traziam a bandeira desta nova Ordem. Pedro Álvares Cabral seria não apenas um navegador, mas um dos altos comandantes da Ordem de Cristo, que fez uso dos mapas e cartas de navegação templárias para "descobrir" o Brasil. Rezam as lendas que a Ordem dos Templários assim se instalou no Brasil até aos dias de hoje. Inúmeros símbolos de municípios no Brasil possuem ainda hoje ícones que são de inspiração templária. Atualmente, os Templários estão presentes em diversos países, onde se dedicam às atividades em prol do bem-estar moral e material da civilização e progresso do ser humano. Propugnam a ajuda a orfanatos, o amparo à velhice e às crianças desamparadas, o estímulo moral e material às ciências e às artes em geral. E, acima de tudo, sendo uma ordem de caráter ecumênico, não faz distinção de raça, credo, nacionalidade e de estirpe, respeitando em qualquer caso, as leis e as tradições de todos os povos e de todos os países por onde estendem suas atividades.
Non Nobis Domine, Non Nobis, Sed Nomini Tuo ad Gloriam! (Salmo de David e Lema dos Templários)
(J.Truffi ).

terça-feira, 15 de maio de 2012

PRESIDENT'A' ou PRESID'ANTA?

MOMENTOBRASIL.COM (Comentário):
Queiramos ou não, o fato é que sempre foi permitida a flexão, ainda que possa parecer estranho o uso ! Afinal, era uma questão de preferência... Todavia, num Congresso abarrotado de projetos de lei e de tantas outras decisões fundamentais para o País, é de se indagar que este mesmo sodalício saia de seus cuidados para "parir" essa lei essencial à vida nacional !
LEI 12.605 de 03 de abril de 2012 torna obrigatória a flexão de gênero ! Att. Professores...








Aprendam.
Acabou a moleza. Quem relutava, se negava ou criticava o pedido meigo de Dilma de ser tratada como presidentA, pode preparar-se para não ser enquadrado como um " fora da lei"...
No último dia 3 de Abril, a presidentA sancionou a Lei 12.605/12. Pra quem ainda duvida, está lá no site da PresidentA. A lei determina a obrigação da flexão de gênero em profissões. Ou seja, agora é presidentA, gerentA, pilotA, e Lula, em sendo mulher, seria "torneira mecânica", etc... Ou seja,
Alguém sabe se senador, deputado e vereador continuam sempre como vigarista,ou, se for homem, muda pra vigaristO?



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Presidência da República Casa Civil

Subchefia para Assuntos Jurídicos






Determina o emprego obrigatório da flexão de gênero para nomear profissão ou grau em diplomas.

A PRESIDENTA DA REPÚBLICA Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei:
Art. 1o As instituições de ensino públicas e privadas expedirão diplomas e certificados com a flexão de gênero correspondente ao sexo da pessoa diplomada, ao designar a profissão e o grau obtido.

Art. 2o As pessoas já diplomadas poderão requerer das instituições referidas no art. 1o a reemissão gratuita dos diplomas, com a devida correção, segundo regulamento do respectivo sistema de ensino.
Art. 3oEsta Lei entra em vigor na data de sua publicação.
Brasília, 3 de abril de 2012; 191o da Independência e 124o da República.
DILMA ROUSSEFF
Aloizio Mercadante
Eleonora Menicucci de Oliveira
Este texto não substitui o publicado no DOU de 4.4.2012
ONDE ESTÁ A ACADEMIA BRASILEIRA DE LETRAS???
Sônia van Dijck
Temos o privilégio de viver no tempo em que a Língua Portuguesa (última flor do Lácio, inculta e bela, como disse o poeta que tanto a cultivou) é agredida por decreto.
Somos testemunhas da imposição de um monumento à imbecilidade.
Essa gente que cultiva o “nós vai pegar o peixe”, faltou à aula sobre gêneros (masculino; feminino; e nunca ouviu falar de comuns de dois gêneros, sobrecomuns, epicenos).
Se essa idiotice fizer moda, teremos diplomados dentistos e dentistas, porque teremos torneiro-mecânico e torneira-mecânica; por extensão, teremos declarações escolares tratando de estudantos e de estudantas, pois, do contrário, as mulheres não se sentirão bastante diferenciadas como entas cujo gênero está respeitado, uma vez que, nesse meio tempo, o cônjuge ou cônjugo continuará sendo o marido, enquanto, com certeza, a cônjuga será a parte litigianta no divórcio.
Sendo assim, se tivéssemos um homem na Presidência da República até poderíamos falar do governante ou do governanto. Como é Dilma Rousseff, que foi eleita em 2010, temos mesmo que dizer, sem sombra de dúvida, que ela não é outra coisa que governanta.
Se fosse uma presidente e governante de um dos maiores países da América Latina, não daria tão eloquente atestado de desconhecimento da língua pátria, só pra mostrar que tem poder e que tal poder pode até mandar na Língua Portuguesa. Como a presidente e seus ministros não compareceram às aulas de Língua Portuguesa, nem sabem que a marca do masculino em nosso vernáculo é MORFEMA ZERO.
Que coisa engraçada, diante da ignorância desses três figurões da República (a presidente e seus ministros): na Língua Portuguesa, o masculino tem MORFEMA ZERO.
Claro que o trio vanguardista e revolucionário nem sabe do que estou falando e nem imagina que merda significa a palavra MORFEMA. Por isso, não sabe o que é feminino, comum de dois gêneros, sobrecomum, epiceno. Não sabe que a linguagem é processo (diacronia – sincronia) e que, por analogia, ficará idiota falar tigro/tigra, estudante- estudanto/estudanta, e que testemunho e testemunha têm significados completamente diferentes.
O trio vanguardista (a presidente e seu sábio e sua sábia ministro e ministra) pensam que tudo se resolve com o diploma de fisioterapeuto e fisioterapeuta ou de massagisto e massagista – lamentavelmente, a linguagem não se subordina ao furor uterino tão em voga em terras brasílicas.
A simplificação do problema e de suas repercussões é normal e comum em uma assembleia de ignorantes – ou sob comando ditatorial.
Quando se confunde poder com dominação do saber, a situação fica sem controle e só decreto da governanta pode decidir como se deve falar em nossa casa – somos o dono da casa e estamos em nossa casa (somos povo brasileiro, participante da comunidade lusófona) – como é que o dono casa nem pia ou chia??? – por que o dono da casa (povo brasileiro, participante da comunidade lusófona) tem que papaguear a pretensa sabedoria linguística da governanta e seus serviçais??? Por que a linguagem do cotidiano e a oficial tem que obedecer ao furor uterino, considerando o mal resolvido problema das mulheres agredidas, violentadas, humilhadas, mal pagas???
Nenhum decreto sobre o uso da Língua Portuguesa resolverá nem a violência contra a mulher e nem a exclusão feminina de uma vida plena na sociedade. Por ironia típica dos labirintos da linguagem, ao decretar que passam a existir torneiras-mecânicas, a linguagem decreta a diferença e estabelece essa diferença em relação à norma (de linguagem e de função social), cabendo ao senso comum a valorização positiva ou negativa dessa diferença – e de quem exerce essa diferença, é óbvio!!!
Aporias da linguagem – Mercadante e Eleonora esqueceram o que isso significa. Dilma nunca ouviu falar…
Claro que é bem mais prático e rápido para alcançar resultados em um projeto populista, para ganhar votos, legislar sobre o uso do feminino, principalmente em se tratando de uma sociedade de precária escolaridade e, portanto, de baixa proficiência no vernáculo.
O mulherio se sente com a corda toda, ainda que continue ganhando menor salário que os machos, tenha que parir na porta da maternidade pública que não tem vaga, não encontre vaga na creche para seu bebê, veja seu filho morrer porque uma cretina enfermeira mal preparada e mal paga injetou glicerina na veia do paciente ou outra merda qualquer sem o menor senso de responsabilidade.
Todos esses problemas resolvem-se por decreto linguístico. E as mulheres serão presidentas, governantas, estudantas e entas no seio da sociedade.
E as mulheres já estão felizes – por decreto.
Pergunta que não pode calar: onde está a Academia Brasileira de Letras?????
Por mais avessa a posições políticas (até pelo fato de ser um saco de gatos), a ABL tem compromisso com a Língua Portuguesa. Seu silêncio é inaceitável.
Por favor, repassem: a Língua Portuguesa é propriedade da comunidade lusófona, da qual fazemos parte. Pelo menos Camões, Pessoa, Bilac e Machado ficarão felizes em saber que a última flor do Lácio tem alguns súditos em tempos de prepotência petista.
Parece piada, mas juro é verdade. Espantado com a informação enviada pelo comentarista Marlon, fui conferir no Diário Oficial da União. E lá estava a Lei n° 12.605, de 3 de abril de 2012, que “Determina o emprego obrigatório da flexão de gênero para nomear profissão ou grau em diplomas. O texto diz o seguinte:
A PRESIDENTA DA REPÚBLICA Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei:
Art. 1°. As instituições de ensino públicas e privadas expedirão diplomas e certificados com a flexão de gênero correspondente ao sexo da pessoa diplomada, ao designar a profissão e o grau obtido.
Art. 2°. As pessoas já diplomadas poderão requerer das instituições referidas no art. 1o a reemissão gratuita dos diplomas, com a devida correção, segundo regulamento do respectivo sistema de ensino.
Art. 3°. Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.
Brasília, 3 de abril de 2012; 191o da Independência e 124o da República.
DILMA ROUSSEFF
Aloizio Mercadante
Eleonora Menicucci de Oliveira
Ainda convalescendo do assombro, fui de novo socorrido pelo jornalista Celso Arnaldo Araújo. Igualmente alertado pelo Marlon, o grande caçador de cretinices foi à procura do monumento à idiotice. E escreveu outro texto definitivo. (AN)
CELSO ARNALDO ARAÚJO
“It´s good to be the king”, exulta o rei Luis 16, interpretado por Mel Brooks, olhando sarcasticamente para a câmera, no impagável “História do Mundo Parte 1″, sempre que, no exercício de seu imenso poder nas situações cotidianas da corte, experimenta uma espécie de orgasmo absoluto diante da constatação de que pode tudo, literalmente tudo.
Canastrona irrecuperável, frequentemente imagino a presidente Dilma Rousseff parafraseando para si mesma, na ausência de plateia, o bordão de Brooks:
É bom ser a presidenta!
Deve ser mesmo uma concupiscência permanente, incomparável aos pequenos prazeres do fictício Luis 16, exercer um poder como o que Dilma julga ter, na sucessão de Lula 13. E julga ter porque efetivamente tem. Ela pode, por exemplo, dizer disparates que não seriam sequer aproveitados por Mel Brooks numa sátira rasgada sobre uma presidente mulher – e, no dia seguinte, repercutir na grande mídia como grande estadista. E pode ignorar solenemente um escândalo que provavelmente derrubaria até mesmo Luis 16, como o das lanchas imprestáveis do Ministério da Pesca – o qual, por si só, já é uma piada típica das chanchadas da Atlântida nos anos 50.
Mas a lei 12.605, que acaba de ser sancionada pela Presidência da República, eleva – ou reduz ─ o poder de Dilma Rousseff ao patamar risível de um outro personagem de comédia: o ditador recém-eleito da republiqueta sul-americana de “Bananas”, de Woody Allen. Que, no discurso de posse, institui o sueco como língua oficial do país e anuncia uma lei obrigando todo cidadão a trocar a roupa de baixo a cada meia hora – roupa essa usada do lado de fora, para permitir a fiscalização.
Perto disso, a lei 12.605 pode parecer inocente ─ mas é uma piada ainda melhor. Ela simplesmente determina “o emprego obrigatório da flexão de gênero para nomear profissão ou grau em diplomas”. Flexão de gênero, para quem não sabe, pode ser traduzido em língua de gente como “homem ou mulher”, “menino ou menina”. Aliás, sou do tempo em que, nas fichas cadastrais, essa dupla possibilidade era resumida a uma só palavra e um ponto de interrogação: sexo? Aliás, esse tempo ainda é hoje para quem fala português e não estudou na escola de Iriny Lopes e Eleonora Menicucci: o que vemos num ultrassom gestacional é o sexo do bebê. O gênero não interessa aos futuros pais.
Volte um parágrafo e leia de novo: “Determina o emprego obrigatório da flexão de gênero para nomear profissão ou grau em diplomas”. O que isso quer dizer? Que, de agora em diante, por sanção da “presidenta” da República, “as instituições de ensino públicas e privadas expedirão diplomas e certificados com a flexão de gênero correspondente ao sexo da pessoa diplomada, ao designar a profissão e o grau obtido”.
Ou seja: Maria da Graça, torneiro-mecânico do “gênero” feminino formada pelo Sesi, terá em sua parede um diploma de “torneira-mecânica”. E assim por diante. Pena que minhas colegas jornalistas não possam usufruir da boa nova. Quem mandou ter uma profissão com nome “comum de dois”? Mais: se a Maria foi graduada antes da lei, o Sesi terá de providenciar um novo diploma como “torneira-mecânica”, sem custos.
A bem da verdade, a lei 12.605 – de novo, guardem bem esse número – foi aprovada antes pelo Congresso Nacional. Mas aposto que, na visão de Dilma, é uma das maiores realizações de seu governo até aqui. Pois quem exige ser chamada de presidenta, cita criancinhas em discursos como “brasileirinhos e brasileirinhas” e já se dirigiu ao público de um congresso da juventude petista como “jovens homens e jovens mulheres” (meninos, e meninas, eu ouvi!), está mesmo fazendo gênero.
Poder absoluto? Não. É falta absoluta do que fazer.
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