sábado, 22 de agosto de 2015

PORQUÊ NOS ESUECEMOS DE VIDAS PASSADAS?









MOMENTOBRASIL.COM(Comentário):

Este esquecimento, é mais um presente nos dado pelo Criador, para que possamos evoluir mais rapidamente.






O Livro dos Espíritos (LE) possui um capítulo intitulado “Retorno à Vida Corporal”. Neste capítulo são respondidas várias perguntas; inclusive uma pergunta básica: se reencarnamos, por que não nos lembramos das outras encarnações? A resposta é que “o esquecimento do passado” é um grande benefício para facilitar a evolução dos espíritos encarnados no planeta Terra.
O esquecimento do passado é uma proteção para o ser humano que encarna. “A encarnação é uma nova oportunidade de desenvolver habilidades, desenvolver recursos e fazer boas escolhas. A encarnação com menos influência do passado é uma nova oportunidade facilitada. As decisões e as experiências nesta nova encarnação servirão de contraponto às experiências de outras encarnações”, diz o livro Nascer Várias Vezes. Ou seja, ao reencarnar, somente algumas informações do passado influenciam a nova encarnação; isto evita que a mente seja inundada por influências do passado.
Do total de memórias do espírito, somente algumas fazem parte e influenciam a encarnação atual. As outras memórias do espírito ficam dissociadas; não influenciam a vida encarnada. De um modo bem simplificado podemos dizer: ao invés de encarnar com “milhares” de problemas para resolver, o espírito encarna com a missão de vida de resolver alguns problemas.
O capítulo citado do Livro dos Espíritos (LE) diz: “o homem não pode nem deve saber de tudo” (pergunta 392). Um espírito com milhares e milhares de anos possui uma história tão rica e diversa que seria exagero querer saber tudo sobre ela. Além de exagero, desperdício de tempo e perda de foco da sua real missão de vida. Por isto, existe a dissociação da memória que mantém a imensa maioria das memórias do espírito sem ascendência sobre esta encarnação.
Existem, por outro lado, uma minoria de memórias que ajudam a formar o novo corpo/mente desde a concepção. A vida que temos hoje é uma continuidade da vida espiritual e das encarnações passadas. Para que exista esta continuidade é necessário que muitos conteúdos de encarnações passadas (“vidas passadas”) façam parte desta vida atual. Ou seja, somos formados primeiramente por experiências e memórias de encarnações passadas e do plano espiritual que se armazenam em nossa mente a partir da vida intrauterina.
Qual a função da encarnação? Propiciar a evolução (desenvolvimento moral e intelectual do ser). Cada um nasce com suas missões de vida, ou seja, com metas evolutivas prioritárias. As memórias de vidas passadas que continuam a atuar na vida atual estão, principalmente, relacionadas a estas missões de vida.
“Os conteúdos do espírito são filtrados quando da encarnação, isto permite o foco nos objetivos traçados como a missão de vida. Nascemos com objetivos evolutivos bem determinados, e nascemos com boas condições para atingi-los. Este filtro favorece a realização da missão de vida”, diz o livro Nascer Várias Vezes.
Existem três tipos de memórias do espírito: aquela que ficou dissociada e a que está ativa na vida encarnada (a terceira será abordada mais a frente no texto). A memória ativa está relacionada com os desafios evolutivos que o espírito tem que enfrentar.
Acontece que a memória que está ativa também está “esquecida”, porque ela está no inconsciente. Somente podemos percebê-las pelos resultados de sua influência. Algumas vezes elas aparecem como medos irracionais, como interesses por algo, ou como um traço da personalidade, ou outra particularidade qualquer. Enquanto o sintoma ou característica da personalidade está presente na consciência, a origem (história) permanece no inconsciente influenciando a mente total. Este não é um esquecimento verdadeiro. É mais uma ignorância. Ignoramos parte da nossa verdade interior. Ignoramos parte do motivo de sermos como somos. A verdade é esta: o ser humano ignora o que está no seu inconsciente e que ajudou a formá-lo como ele é. A terapia de vidas passadas (TVP) lida com estas memórias que ignoramos. São memórias ativas, presentes e que nos fazem sofrer (ou nos favorecem com suas qualidades e experiências). A maioria destas memórias inconscientes é de encarnações passadas e do plano espiritual – e fazem parte desta encarnação.
Podemos dizer que a TVP é uma forma a mais de ajuda para que todos possam evoluir e superar os desafios da vida. É uma forma de caridade, de compaixão e de facilitar o cumprimento das missões de vida.
Existem quatro tipos de memórias no ser humano: as que são conscientes, as que ignoramos (que estão no inconsciente), as que são próprias do espírito (que estão dissociadas da mente encarnada) e as memórias transpessoais.
No livro “A Gênese”, Kardec escreve que existem ideias intuitivas e inatas ao ser. Estas ideias inatas foram desenvolvidas antes do nascimento, em parte são originadas de “memórias” que vão além da história do espírito. Por exemplo, há uma capacidade inata de o espírito escolher “o bem ao invés do mal”. Esta capacidade não foi desenvolvida pelo espírito, e sim “dada” por Deus como um recurso a ser utilizado para facilitar a evolução. C.G.Jung deu o nome de arquétipo a um tipo de “memória” inata que todos os humanos possuem e que serve de referência para a mente desenvolver. 
A importância da memória transpessoal para a evolução do espírito advém do fato de que é um dos recursos mais poderosos que existem à disposição de cada um para aprender, amadurecer e progredir. A existência desta memória é um dado lógico. Deus, ao criar espíritos destinados a evoluir, lhes deu condição (desde a primeira encarnação) de fazer boas escolhas. Estas condições presentes desde o início são memórias presentes no espírito e, portanto, em cada ser humano.
“Conheça a verdade, e esta vos libertará”, diz o ditado. O ser humano, espírito encarnado, pode evoluir mais facilmente quando busca a origem dos seus problemas em memórias que ele ignora e que estão guardadas no seu inconsciente. Ele supera sofrimentos e, acima de tudo, pode contribuir mais efetivamente para o progresso da sociedade e dos seus familiares.

 
 
*Regis Mesquita é psicólogo e Terapeuta de Vidas Passadas em Campinas, SP, autor e escritor do livro “Nascer Várias Vezes”.
Texto resumido, imagem, mensagem do próprio autor.
FONTE: Spirit Book.

sábado, 15 de agosto de 2015

A MORTE NA INFÂNCIA











MOMETOBRASIL.COM(Comentário):

A Lei de 'causa & efeito, é inexorável à todos.








– Por que a vida se interrompe com tanta frequência na infância? 
“A duração da vida da criança pode representar, para o Espírito que nela está encarnado, o complemento de uma existência interrompida antes do término devido, e sua morte, quase sempre, constitui provação ou expiação para os pais.” (Questão 199, de O Livro dos Espíritos.) ...
A morte de crianças, seres recém iniciados na vida física, desafia há séculos a inteligência humana, que busca razões filosófico/religiosas para os motivos desta ocorrência. 
À luz das religiões tradicionais fica difícil, senão impossível, entender Deus que, aparentemente de forma injusta, retira do seio familiar seres ainda não comprometidos perante a lei divina, na visão da unicidade da existência. 
No Espiritismo, doutrina que demonstra as múltiplas existências do Espírito - reencarnação –, encontra-se explicações lógicas para tal ensejo, compreendendo a perfeita justiça e misericórdia divina na morte das crianças. 
André Luiz ¹ afirma que “Muitas existências são frustradas no berço, não por simples punição externa da Lei Divina, mas porque a própria Lei Divina funciona para todos nós, desde que todos existimos no hausto do Criador”.
A lei de causa e efeito é inexorável a todas as criaturas. Quando a lei divina é violada, se faz necessário a reparação inevitável pelo agente causador, para o seu próprio prosseguimento evolutivo. 
“Frequentemente, através do suicídio, integralmente deliberado, ou do próprio desregramento, operam em nossa alma calamitosos desequilíbrios (...)” que “(...) determinam processos degenerativos e desajustes nos centros essenciais do psicosssoma (...)”, afetando no campo da natureza íntima do ser, que necessitam de reajustes através dos processos cármicos reencarnatórios. 
Frente ao impacto da desencarnação provocada, a alma entra em “pavoroso colapso” e “indescritíveis flagelações”, que podem conduzir estas mentes perturbadas, já na dimensão espiritual, para processos de loucura profunda. 
Torna-se imperioso, após certo período na erraticidade, a reintegração deste Espírito no plano carnal, como enfermos graves, em breves períodos de vida física, para, com a colaboração dos encarnados, se reabilitarem gradativamente dos débitos adquiridos conjuntamente. 
Então renascem Espíritos comprometidos em corpos com debilidades físicas ou mentais, para tratamento e recuperação do corpo espiritual em distonia. 
Quando ocorre a morte acidental ou violenta de crianças, muitas vezes, são reações de um Espírito comprometido em existência anterior a problemas do suicídio associado ao homicídio, sendo esta dolorosa forma de desencarne a tradução inevitável no ciclo do resgate. 
Excetuando os casos de Espíritos missionários ou em estágios de provação, as existências interrompidas no alvorecer da vida física “(...) representam cursos rápidos de socorro ou tratamento no corpo espiritual desequilibrado por nossos próprios excessos e inconsequências (...)”. 
Deus, justo e bom, oportuniza a todas as criaturas a possibilidade de recomeço, sendo a escola da vida o educandário que merece o nosso apreço. O corpo físico, como instrumento de manifestação do Espírito, faz jus ao respeito e cuidados necessários para o seu bom aproveitamento, cabendo-nos o aperfeiçoamento em amor e sabedoria, aprimorando a Vida na busca da aproximação com o Criador. 
Importante ressaltar que a criança que desencarna recebe todo o amparo dos benfeitores espirituais e recomeça na erraticidade a preparação para uma nova existência no plano físico, na maioria das vezes com uma carga menor de comprometimentos. 
¹ Todos os textos e palavras destacadas em itálico foram extraídos do livro Evolução em Dois Mundos, de André Luiz/Francisco Xavier e Waldo Vieira, Federação Espírita Brasileira, 22. ed.- 2004, p.26.

 Fonte: Spirit book

sábado, 8 de agosto de 2015

É COMUM UM ESPÍRITO ASSISTIR AO PRÓPRIO SEPULTAMENTO?















MOMENTOBASIL.COM(Comentário):

Existem muitos casos de espíritos ao desencarnarem assistir ao sepultamento do corpo.


Pelos relatos que se tem até hoje em reuniões mediúnicas, é de certo modo comum pessoas assistirem seu funeral, estando algumas inclusive deitadas dentro do caixão, e ouvindo tudo o que falam sobre elas. Algumas são desligadas durante o velório, algumas ainda no hospital, ou em casa, ou no necrotério.
Tudo isso depende só da pessoa que morre. Quem não tem medo da morte, e leva uma vida digna, sem fazer o mau a ninguém, sempre tem apoio e suporte para o devido desligamento do corpo físico antes do sepultamento, na maioria das vezes no hospital, onde há sempre equipes espirituais especializadas em desencarne. Há aqueles que querem assistir ao seu enterro, mas com muita tranquilidade, para dar apoio aos que ficaram. Não é por apego ao corpo! Mas esses são raros entre nós.


Em o livro Conduta Espírita, o Espírito André Luiz adverte: "proceder corretamente nos velórios, calando anedotário e galhofa em torno da pessoa desencarnada, tanto quanto cochichos impróprios ao pé do corpo inerte. O companheiro recém-desencarnado pede, sem palavras, a caridade da prece ou do silêncio que o ajudem a refazer-se." 

É importante expulsar de nós "quaisquer conversações ociosas, tratos comerciais ou comentários impróprios nos enterros a que comparecermos". Até porque, a "solenidade mortuária é ato de respeito e dignidade humana".
FONTE: SPIRITBOOK.

sábado, 1 de agosto de 2015

O SOFRIMENTO NOS FORTALECE.




O sofrimento nos fortalece.


Nossa visão limitada dos acontecimentos da vida, às vezes, não nos permite entender os mecanismos divinos na coordenação da Sua obra.
Quando vemos um pequeno ramo verde romper a terra firme e elevar-se na direção do sol, buscando instintivamente a luz, não compreendemos quais são os objetivos divinos para a pequena planta.
Passados alguns dias, voltamos a atenção para o pequeno ramo e nos surpreendemos...
Já não é mais um raminho, está mais forte. Contudo, o vemos agora ser açoitado por rajadas de vento, por chuvas torrenciais ou pelo sol escaldante.
A pequena planta se dobra... É jogada de um lado para o outro. Algumas folhas, ainda frágeis, não resistem, desprendem-se do galho e são levadas...
A chuva castiga, o sol maltrata, mas a pequena árvore não sucumbe.
Dentro de alguns anos o tronco estará mais firme, já não se dobrará tanto com os açoites do vento, e as raízes buscaram sustentação no solo generoso.
E nesse fenômeno da natureza os objetivos do Criador se cumprem...
A semente se converte em planta, que se faz árvore, floresce, frutifica e espalha novas sementes que germinarão e frutificarão.
* * *
Como ocorre com a árvore, nós também passamos por momentos em que sentimos, no corpo e na alma, os açoites do vento cruel dos sofrimentos.
Outras vezes, são as tempestades de problemas que testam a nossa resistência...
Em outros momentos é o sol escaldante da solidão, do desalento, fazendo-nos exaustos e desejosos de nos deixar cair para não mais levantar...
Ainda aí, devemos nos espelhar nos exemplos da natureza.
A árvore somente se mantém em pé porque se faz flexível diante dos embates.
Enquanto o vento a faz dobrar-se, as raízes se firmam no solo, tornando-a mais forte e resistente.
Mesmo quando as baixas temperaturas do inverno lhe crestam a ramagem, ela não desiste, permanece em pé, aparentemente vencida, para, logo mais, enfeitar-se novamente com folhas e flores e continuar em busca do sol, sua fonte de vida.
Pensando a respeito dessas singelas experiências da natureza, poderemos entender os objetivos do sofrimento em nossas vidas.
Jesus, o Espírito mais sábio de que a Terra teve notícias, alertou que nada há oculto que não venha a ser descoberto. Essa é a realidade da qual não poderemos fugir, por mais que tentemos.
Assim sendo, é decisão inteligente de nossa parte agirmos de tal forma que, se forem divulgados nossos pensamentos e atos, de nada tenhamos que nos envergonhar.
Em outras palavras, é importante que nossa vida seja um livro aberto, do qual não tenhamos de arrancar nenhuma página ou adulterar nenhuma linha, na tentativa de enganar a ninguém, muito menos de enganar a Deus.
* * *
Uma das causas de sofrimento dos Espíritos é o fato de perceberem que os equívocos cometidos não se apagaram com a morte.
Muitos tentam fugir de suas vítimas, que os aguardam no além-túmulo, ou fugir de si mesmos, tamanha a carga negativa que acumularam na própria consciência.
Assim, enquanto estamos a caminho, repensemos nossos valores, nossas atitudes.
E se percebermos que não estamos agindo de acordo com a sã consciência, corrijamos o nosso passo, para nosso próprio bem.
FONTE:Redação do Momento Espírita.